Mexo-me daqui pra lá e sem exagerar, as coisas vão muito bem. Hoje só posso me queixar da minha fragilidade que se esconde outra vez. Como saber se é você a que me faz bem, e consegue entender que há coisas dentro de mim, que posso esconder, e ninguém mais ver...

Não importa qual foi o motivo delas terem aparecido, o destino final é sempre o mesmo. Umas doem muito quando aparecem, mais aliviam. Outras não sabem nem por que estão ali.
Algumas, a maioria, insiste em estar lá. Insiste em querer demonstrar tudo o que nós queremos esconder... e essas são as piores!
"Eu fico ali, encolhida no meu canto, pra que ninguém perceba. E discretamente, tento convencer meus olhos de que não é necessario mostrar ao mundo o que o meu coração cisma em sentir. Mas aos poucos, o calor vai subindo e eu cada vez mais cabisbaixa, tento evitar aquilo, procuro não piscar, começo a respirar mais devagar, mas parece que nada disso funciona. Meus olhos começam a ficar embaçados, as pessoas começam a se aglomerar a minha volta, perguntando-me qual o motivo que me deixou tão triste.
A primeira delas cai. E eu sei (nós sabemos) que quando uma consegue sair, outras delas, varias outras, vem logo em seguida, e começa tudo de novo. Achei que fosse incapaz, de produzir tantas e tantas durante varios dias seguidos, mas me subestimei. Elas estavam lá, bem melhores do que eu, me expondo ao que eu menos queria...
E mais uma vez, eu me levanto, finjo que nada está acontecendo e tento me afastar do mundo. E lá estou, uma menina frágil que não consegue nem se quer, esconder por alguns minutos o tamanho da sua dor. Uma menina que não sabe calar o coração distroçado, em pedaços, que grita sem parar por socorro. Mas ninguém ouve, só ela.
Só restam as lágrimas, as benditas e ordinárias, que insistem desesperadamente em cair.
Eu tenho que respirar..."
Parem o mundo? eu PRECISO descer...
que lindo mô, amei *-*
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